Você já ouviu falar de Acompanhante Terapêutico (at)? Apesar de ser uma prática antiga, ainda precisa ser regulamentada no Brasil e mais compreendida e difundida no país.

A primeira coisa que deve-se entender é que o a.t pode atuar em diferentes cenários e com públicos das mais diferentes idades e condições de saúde. Também, deve-se entender que a formação dos profissionais que atuam como a.t não é reconhecida como sendo privativa de alguma área de conhecimento ou profissão. No entanto, a leitura sobre o a.t evidencia que sua prática recebe forte influência de sua formação técnica.

Atualmente, estudos mostram essa prática em diversos âmbitos, como na educação inclusiva, em que o a.t atua como secretário, intérprete e “tradutor”, auxiliando no processo de “tornar-se sujeito” da criança e da conexão entre os elementos do território escolar.

O a.t também pode executar um papel de mediador entre a criança e o meio, facilitando as atividades do dia a dia, buscando bom nível de desempenho tanto nas tarefas relacionadas à banho, escovar dentes, alimentação, vestir-se, quanto manuseio de objetos, leitura funcional, ir à ambientes sociais e de lazer, etc.

No campo da saúde mental, o a.t tem uma prática mais difundida, e com pacientes depressivos com risco de suicídio, por exemplo, podendo intervir na crise, no monitoramento da evolução clínica e contribuir no processo de reabilitação e na alta-assistida após internação hospitalar; visando vincular o usuário em serviço extra-hospitalar, evitando as reinternações hospitalares e a inclusão na rede social.

Para pessoas com deficiência, a profissão de A.T. pode ser importante para a evolução da pessoa (criança, adulto ou idoso). Para tanto, o a.t. torna-se um parceiro importante para explorar os ambientes junto destas pessoas, auxiliando na melhor convivência com os estímulos e aprendizados que o ambiente exige. Ou seja, este profissional precisa acompanhar facilitando e adaptando o cotidiano. Quando as tarefas estiverem muito difíceis, facilitar, e dificultar, ou deixar mais complexo, quando for cabível. Sempre objetivando fortalecer e aprimorar potencialidades, alcançando, cada vez mais, níveis de autonomia e superação de déficits, melhorando a adaptação de vida para as pessoas assistidas.

Mas o trabalho do a.t substitui terapias convencionais? Não, o trabalho do A.T. não é desenvolvido sozinho e também não substitui qualquer terapia.

Fonte:

  1. Texto: O Acompanhante Terapêutico na Relacão Mediada. Autoria: Marina Lorenceti. Disponível em www.inclusãoeficiente.com.br.

(Utiliza-se, como convenção, a denominação AT (Acompanhamento Terapêutico) para a prática clínica, e at (acompanhante terapêutico) quando se tratar do profissional que exerce a prática.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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