50 atividades para fazer com uma pessoa com Alzheimer

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A ideia que a doença de Alzheimer limita pode deixar a impressão que a pessoa terá que ficar inerte diante das atividades cotidianas, quem sabe até acomodada em um lugar que a mantenha em segurança, que garanta seu espaço para fazer as terapias e tomar medicacões, tendo o mínimo de qualidade de vida através dos cuidados adequados de alimentação, asseio, etc, mas não é bem assim.

Quanto menos atividade a pessoa com Alzheimer estiver envolvida, pior para ela. Mais fácil do comprometimento “se alastrar” e de condições indesejadas, como a depressão, aparecerem.

Sendo assim, fizemos uma lista simples de atividades em que a pessoa com Alzheimer pode se envolver. Algumas dessas atividades já fazem parte do cotidiano de alguns, e outras são sugestões de tarefas que podem ser incorporadas no cotidiano, tornando a vida do paciente e do cuidador mais cheia de movimento, de vida!

Preparados para conhecer a lista? Lá vai..

1. Organizar/ordenar cartas ou cartões de datas festivas (Natal, Aniversário…).

2. Ajudar a varrer (casa, o quinta..) ou limpar a casa.

3. Ler livros, histórias ou matérias de revista em voz alta.

4. Ler o jornal em voz alta (lendo a data completa para ajudar na orientação).

5. Fazer bolinhos (alguém faz o bolo e a pessoa com Alzheimer enrola).

6. Visitar alguém significativo ou receber uma visita.

7. Ouvir músicas.

8. Plantar ou colher verduras, temperos…

9. Ver fotos de família.

10. Pintar ou colorir imagens (não oferecer nada infantil, oks??).

11. Fazer um suco ou um café (com os devidos cuidados para manter a segurança).

12. Limpar a mesa após as refeições (com os devidos cuidados para manter a segurança).

13. Rezar/orar.

14. Lavar os talheres (com os devidos cuidados para manter a segurança).

15.Ordenar objetos, de acordo com a forma ou a cor.

16. Cantar músicas antigas

17. Reproduz músicas favoritas (desenhar, encenar, fazer mímica).

18. Passear (ir à parques, à missa…).

19. Fazer salada de fruta fresca  (com os devidos cuidados para manter a segurança).

20. Dobrar toalhas ou roupas tiradas do varal.

21. Lembrar de grandes invenções, bons livros ou programas de TV.

22.Cortar bonecas de papel, borboletas ou outras formas (com os devidos cuidados para manter a segurança).

23. Criar um cartaz com uma árvore genealógica.

24.Regar as plantas da casa.

25. Lembrar do primeiro beijo ou um verão ou férias passadas.

26. Dançar.

27. Inventar canções.

28.Fazer cartões de Natal ou de Aniversário.

29.Ordenar cartas de baralho por cor ou símbolo.

30. Escrever uma carta a um membro da família.

31. Fazer pipoca para assistir um filme.

32. Nomear países.

33. Fazer a unha da pessoa de cores que ela goste.

34. Plantar uma árvore, uma flor ou qualquer outra planta.

35. Concluir frases famosas, ditados populares ou trechos de músicas.

36. Montar um quebra-cabeça (não ofereça nada infantil, certo??).

37. Esfregar loção de mão, hidratante ou perfume (participando de atividades de autocuidado).

38. Fazer um arranjos de flores frescas.

39. Lembrar de pessoas famosas.

40. Arrumar a gaveta de roupas íntimas.

41. Rimar.

42. Fazer sanduíches simples.

43. Cuidar de um aquário.

44. Cortar imagens de uma revista.

45. Contar moedas em um frasco.

46. Alimentar os pássaros ou o animal de estimação.

47. Ajudar a catar feijão ou retirar sementes de verdutas (como o tomate).

48. Organizar a caixa de costura.

49. Ajudar a fazer o bolo de aniversário.

50. Fazer origami.

Quais outras atividades vocês sugerem?? Escrevam nos comentários!

Outras sugestões de leitura:

Para ler outros usos de música como recurso terapêutico: clique aqui.

Para ler sobre uso de fotografia como recurso terapêutico: clique aqui.

Para ler sobre animais como agentes de bem-estar da saúde: clique aqui.

Outros posts sobre atividades: clique aqui.

Cozinha e cozinhar como recurso: clique aqui e aqui.

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Imagem: Matt Carmam

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Mais e quase tudo sobre minha história: Ana Leite, formada em Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Pernambuco (Brasil). Minha experiência clínica como terapeuta é com a pessoa adulta e idosa com disfunção cognitiva que apresenta dificuldades na realização de suas atividades cotidianas. O processo de tratamento dos meus pacientes sempre envolveu intervenções que visavam a maior participação possível em atividades cotidianas significativas. As ferramentas utilizadas nesse processo incluíam orientações sobre adaptação do ambiente e da tarefa a ser realizada, organização de rotina e estimulação/reabilitação cognitiva. Tenho especialização em Tecnologia Assistiva, onde me instrumentalizei sobre o uso equipamentos e dispositivos que podem aumentar/permitir a funcionalidade. Fiz mestrado em Design, na linha de pesquisa de Ergonomia. Participei do desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação do ambiente construído (MEAC). Na minha pesquisa estudei as variáveis arquitetônicas do ambiente moradia das pessoas idosas que residiam em ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Nesse processo pude acrescentar ao conhecimentos da Terapia Ocupacional esse olhar mais aprofundado sobre o ambiente de moradia. Assim, compreendendo melhor qual o impacto que o ambiente físico/construído possui no funcionamento diário das pessoas idosas. Sou criadora da primeira marca digital, em língua portuguesa, dedicada a produção/divulgação de conteúdo especializado no contexto de reabilitação, reab.me. Produzo conteúdos textuais e audiovisuais através da curadoria de revistas científicas e outras referências técnicas; edito conteúdos de colaboradores, profissionais de reabilitação, de diversas áreas, que escrevem para o reab. Além de assuntos técnicos, escrevo sobre questões relacionadas à saúde mental dos terapeutas, tendo em vista a crescente necessidade de falar de autocuidado e bem estar para os profissionais de saúde. Tema que tem surgido de forma crescente e preocupante nos bastidores de prática clínica e até em pesquisas. O reab.me edita, produz e distribui em loja digital própria (que vocês encontram aqui no site!), produtos para serem usados por profissionais, cuidadores formais e familiares no processo do cuidar. Os produtos desenvolvidos contam com outros profissionais que opinando, através dos seus conhecimentos específicos, e testando contribuem na co-criação desses produtos. Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

19 COMENTÁRIOS

  1. Com frequência visito este site… Sempre encontro idéias, novidades e conhecimento que são muito úteis nas intervenções com meus pacientes! Obrigada às organizadoras e autoras do site!!

  2. Boa tarde, tenho minha com 83 anos com Alzheimer e ela vive deitada, não quer fazer nada e não temos recursos para coloca-la em uma hidroginástica ou pagar qualquer coisa que possa melhor o andar dela e a parte motora, pois tenho percebido que até um simples se levantar está sendo difícil para ela. Existe algum órgão que nos ajudaria????? Precisamos de ajuda pois estou vendo minha mãe se definhar dia a dia.

    Aguardo resposta.

    Abraços

    Rosali.

    • Olá Rosali,
      sugerimos que você procure a ABRAZ, Associação Brasileira de Alzheimer, através do site deles (www.abraz.org.br), ou pelo telefone (0800 55 1906).
      Abraço!
      Ana Leite

  3. Um exercicio muito bom é fazer coisas diferentes que o usual, como por exemplo: escovar os dentes ou comer com a outra mao. (se é destro, utilizar a esquerda).
    Aula de informatica. Sou professora de informatica para 3a idade e acho um exercicio muito bom para a cabeça, pois faz pensar

  4. Meu pai esta na fase inicial de alzeimer como e dificil para nos filhos ver todo este quadro com ente tao proximo e querido?????????????????????????????????????????

  5. Caminhar por locais históricos da cidade, ir a museus, assistir noticiários locais, participar de um grupo de pintura em tecido, bordado, corte costura, caminhar pelo bairro, visitar lugar onde essa pessoa ja viveu ou morou ( cidades ou casas), buscar no seu município se existe um local, ong, espaço, universidade que ofereça trabalho específico para cuidadores ou os doentes de alzheimer… Cuidador inserir-se em um grupo de apoio…

  6. Muito bom ! Sou físioterapeuta e utilizo muitos desses recursos! Apesar da minha atividade , demoramos muito para perceber que meu pai estava com Alzeimer! Acredito questões seja um dos maiores problemas … O diagnóstico tardio! E como profissional de idosos percebo uma resistência em fazer atividades preventivas!!! muito importante a sua atuação neste assunto !!!!

  7. Eu sempre ditava listas de compras para meu pai para ele não se esquecer da escrita e pedia que se lembrasse de outras coisas de supermercado e as escrevesse; também pedia que escrevesse o nome completo dos filhos (ajudando-o a se lembrar), na ordem de nascimento; quando ele estava agitado em sua casa e queria “voltar para sua casa”, pois imaginava que estava em outro lugar, saía de carro com ele, dava muitas voltas e ia me aproximando de sua casa novamente, fazendo perguntas: é nesta rua? é perto dessa escola? É esta sua casa? Ele descia tranqüilamente e entrava em casa. Quando ele dizia que alguém havia roubado suas coisas, eu dizia que a polícia já estva lá, que já haviam pegado o ladrão e estva tudo bem.

  8. Gratidão pelas sugestões, são sempre muito bem-vindas e motivantes, por isso também quero compartilhar nossa experiência. Minha mãe está num estágio estável já faz alguns anos. Ela gosta dessas atividades: jogar baralho, dobrar sacolinhas de plástico do mercado para ordená-las e reutilizá-las, pintar com lápis de cor, fazer tricô (algo simples), ajudar na cozinha e na limpeza (somente quando não há ninguém mais que ajude), fazer limonada, regar as plantas, adora colher frutas diretamente das árvores, adora dar comida aos gansos, gosta muito quando lhe ajudo a telefonar para seus familiares, gosta de escolher sua comida no supermercado, gosta também de fazer palavras cruzadas e caça-palavras, adora cantar e dançar. Um abraço a todos e muito amor.

  9. Quando estiver dando banho, fazer o paciente se lavar com suas próprias mãos, e tornar o banho prazeroso ,cantando musicas antigas e com muita felicidade,assim gostará de tomar sempre banhos de prazer. funciona muito lá em casa. cadeira de banho é fundamental.

  10. Minha mãentem 82 anos, tem Mal de Parkinson também. Tem glaucoma e catarata, por isso não vê, não pode ler, não pode fazer nada que dependa da visão. Não anda , pois tem artrose nos dois joelhos e sente muitas dores. Como posso ajudá-la? Como posso incentivá-la a fazer algo? Estou ficando muito depressiva por não poder ajudá-la.

    • Oi Selma, peça indicação de um profissional de Terapia ocupacional ao médico que acompanha sua mãe. As atividades podem ser adaptadas às dificuldades de sua mãe. Você vai ver como será produtivo! Abraço!

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