5 dicas para ajudar uma pessoa com Alzheimer durante uma emergência

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Ao cuidar de pessoas com Alzheimer é importante ser precavido em uma série de assuntos diferentes, dentre eles, estar preparado para uma situação de emergência onde a pessoa precise ser levada às pressas para um hospital.

Não moramos em um lugar como os EUA ou Japão, onde sempre pensam e estão precavidos para situações de emergência. Pode ser por isso que quase nunca pensamos no pior (que uma hora sempre acontece).Pensando nisso, pesquisamos algumas dicas que podem ser úteis para familiares e cuidadores.

1 . Tenha tudo anotado!!!

Escreva uma lista de emergência e a mantenha em um local fácil de lembrar. Se a pessoa com Alzheimer não more com você, mostre e oriente a pessoa que cuida onde está a lista. A familiaridade nesses casos é fundamental!

A lista deve conter o número de pessoas que se deve ligar em casos de emergência. Lembre-se que a lista deve conter o número dos bombeiros, do hospital e do médico. Afinal, ligar para os filhos quando é necessário chamar uma ambulância, é perda de tempo.

 

A depender do caso, também pode se deixar uma lista de medicamentos, com as quantidades  a serem administradas e quando.

A orientação é crucial para quem cuida entender o que é uma emergência.

2 . Mantenha a calma!!!

Para obter os melhores resultados na hora de se comunicar com alguém com a doença de Alzheimer durante uma emergência, mantenha a calma e tente não aparecer desesperado. Muitas vezes os clientes com Alzheimer não entendem o que está sendo dito, mas percebem a situação e, assim, a tensão. Neste sentido, não fale diretamente sobre o que está acontecendo porque eles podem reagir e resistir a uma situação ou a pessoas que não são familiares.

3 . Tenha uma atitude positiva

Quando se trata de manter a calma e ter uma atitude positiva, esteja preparado para usar todos os recursos que sabe: ajudar a pessoa a imaginar algo prazeroso, como pensar em um membro da família favorito ou uma atividade. Em seguida, use dessa “visão” como um motivo para sair de casa. Por exemplo, se o cliente tem um neto, você pode dizer: “Precisamos ir ver seu neto. Vamos”.

Outra forma de aumentar a capacidade de alguém com a doença de Alzheimer nessas situações é se concentrar em como ele pode ajudar você, ao invés do contrário.

4 . Concentre-se na pessoa e nos sentimentos dela

Reúna os itens que precisa para sair,  fora de vistadele. Se precisar, volte mais tarde ou peça a um amigo ou vizinho para ajudar.

Alguns itens importantes para reunir : cópias de documentos importantes, cartão do plano de saúde, livro com nomes, endereços e telefones úteis, roupas que a pessoa gosta,  itens favoritos que ele pode sentir falta e ajudar a acalmá-lo, como uma xícara de café ou fotos, um cobertor favorito ou qualquer objeto de valor emocional.

5 . Seja paciente

Não se surpreenda se o cliente repetir informações sobre o que está sentindo ou uma história sem nexo.

Se ele lhe pede para explicar a situação mais e mais, especialmente se ele não se lembra o que você já disse, seja paciente. Ele está sentindo que tem algo errado e essa é a única forma que ele consegue se expressar.

Claro, é sempre possível que ele não queira sair de casa. Nesses casos, esteja preparado para a possibilidade que você pode ter que tirá-lo à força, caso a segurança e saúde estejam em questão .

Você já precisou de cuidar de uma pessoa com Alzheimer durante uma situação de emergência? Por favor, se sim, adicione a nossa lista de dicas nos comentários abaixo.

 

 

http://www.aplaceformom.com/blog/5-tips-for-helping-people-with-alzheimers-during-an-emergency/

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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